Zé Dirceu: um ator coletivo julgado sem provas
Conheci José Dirceu em outro campo político, como um antagonista, um quadro que julgava que levava o PT para a extrema esquerda (rs), para o socialismo real e que não tinha uma visão de futuro. Um suposto dinossauro do marxismo mais anacrônico e não renovado do século XX. Com o tempo, de sde o movimento estudantil dos anos 1980 e 90 até as estruturas e instâncias do Partido dos Trabalhadores, aprendi muito com ele e percebi que muito do ódio que o perseguia era uma espécie de inveja: o líder do PT era um estrategista, um cara que via para além do Partido dos Trabalhadores e que tinha uma visão do Brasil, da América Latina e do Mundo. Tenho certeza que Zé Dirceu não é um santo. Tampouco um demônio. Ele é um ser humano, mundano, com defeitos e qualidades. Mas certamente o que admiro nele é o que certamente foi sua desgraça: a capacidade de articular; a capacidade de articular teoria e prática; a força para agregar e que certamente incomodava adversários; a tendê...