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Mostrando postagens de 2013

Impressões iniciais sobre a aliança Marina-PSB

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foto de   Ueslei Marcelino/Reuters Algo inusitado aconteceu neste final de semana. Uma aliança inesperada ocorreu entre dois grupos distintos: o PSB, do neto de Miguel Arraes, Eduardo Campos, e a ex-senadora e ex-ministra do governo Lula, Marina Silva. A aliança é inusitada porque era impensável há alguns meses atrás. Marina estava em segundo lugar nas intenções de voto para presidenta em 2014 e Eduardo em quarto, estagnado. O fato é que a Rede teve a incompetência de não conseguir registrar seu partido a tempo de concorrer para 2014 e ficou sem espaço para a disputa. Sua pré-candidata decidiu pessoalmente a adesão à chapa de Eduardo e a comunicação aconteceu na madrugada do dia 05 de outubro para seu grupo. Marina Silva é quadro criado dentro do PT, formada por Genoino e Chico Mendes, no antigo Partido Revolucionário Comunista, o PRC e que passou pela Nova Esquerda, PPB (junto com Plínio de Arruda Sampaio, Tarso Genro e tantos outros) e Articulação-CNB. Guarda analogia...
" A engenharia cai sobre as pedras Um curupira já tem o seu tênis importado Não conseguimos acompanhar o motor da história Mas somos batizados pelo batuque E apreciamos a agricultura celeste Mas enquanto o mundo explode  Nós dormimos no silêncio do bairroFechando os olhos e mordendo os lábios Sinto vontade de fazer muita coisa...." Chico Science, "Enquanto o Mundo Explode" Desindustrialização: alternativas para uma política industrial mais coerente? O Brasil surpreende o mundo. O nosso aparente caos se junta à criatividade e o taylorismo nunca foi o nosso forte. O ritmo frenético das máquinas nas indústria sempre deu espaço ao "fazer parecer" (making out) dos trabalhadores. Assim como um fabricante japonês anunciava (os nossos "japoneses" são mais criativos), vivemos em um mundo pós-industrial em que os serviços têm papel destacado no cenário econômico. Contudo, sempre me incomoda o quanto do mundo industrial ainda nos cabe no lati...
UM EXEMPLO NA SUPERAÇÃO DO LINEAR OFERTISMO NA AMÉRICA LATINA: O CASO DA SAÚDE EM CUBA Há alguns meses, a cadeia produtiva envolvendo medicamentos, máquinas e equipamentos e serviços de saúde vem sendo contestada no Brasil. Uma série de medidas polêmicas elaboradas pelo Governo Federal, através do Ministério da Saúde, tem sido fortemente contestadas pela categoria médica. Talvez estes profissionais tenham razão, sobretudo no tocante à gestão pública, à falta de recursos materiais e das condições de trabalho em muitas estruturas, circunstâncias e locais. O Sistema Único de Saúde, criado a partir da Constituição de 1988, é universal, porém ainda não contempla de fato todos os cidadãos. A constatação básica é que a Saúde não funciona bem no Brasil. Apesar de termos uma das dez maiores economias do mundo, o Brasil melhorou seus indicadores sociais básicos, como a mortalidade infantil, a expectativa de vida e muitas doenças tiveram sensível redução ou até foram praticamente erradicada...

Saúde, corrupção e violência, os males do país são? (SIC)

O Datafolha detectou em pesquisa divulgada no dia 30 de junho de 2013 mudanças sensíveis nas expectativas da população em relação aos problemas brasileiros. Uma análise superficial dos resultados divulgados sugere que os problemas de violência e segurança perderam espaço para problemas relacionados à saúde e à corrupção. De fato, esses problemas são relevantes. Estamos em um país que ficou 300 anos como colônia ibérica, com fraco poder de Estado, explorado em suas riquezas naturais e com povoamento feito pela oportunidade de ganhos rápidos, sem risco ou planejamento. Passamos para uma monarquia por golpe familiar de Estado e assistimos bestializados ao golpe de caserna que levou um marechal a ser presidente de uma "República Café com Leite". Logo, problemas de violência e de saúde sempre foram e sempre serão relevantes. A corrupção é histórica e endêmica. Ela está retratada desde a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, passa pelos favorecimentos da Corte a determinados...
SOBRE A COPA, OLÍMPIADAS, INVESTIMENTOS E RETORNOS Desde que eu era criança sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas era uma meta para qualquer país do Mundo, sobretudo para o brasileiro. Os países brigam a tapa para fazê-las. Coreia, Africa do Sul, Espanha e China, entre outros, fizeram eventos desse tipo há poucos anos. Alguns tiveram retorno imediato, outros não.  O Brasil tem algumas vantagens comparativas: o gigante adormecido tem a Floresta Amazônica, o Pantanal, litoral gigantes, povo multiétnico, multiculutral, um país que é um continente; manifestações culturais belíssimas como o Carnaval, o Maracatu, o Bumba Meu Boi, as Festas Juninas do Nordeste, as Cavalhadas, festas japonesas, italianas, portuguesas; um povo alegre que curte futebol desde que nasce e que ensinou o mundo a jogar bola; 200 milhões de pessoas em ação, com uma classe média que cresceu quase 100% em 10 anos; política de relações internacionais norte-sul e sul-sul, consolidada e que nos garante a falta de ...