Revisitando Stalin: uma análise crítica
Willian Higa [1] O aprendizado não ocorre linearmente, assim como toda reta é uma curva. Aprendemos a partir dos consensos, mas é nos dissensos que nos chocamos com ideias diferentes e com aquilo que discordamos de forma veemente e aparentemente definitiva, quase uma ruptura de paradigma. Depois de algum tempo, polêmicas e debates, as verdades definitivas, unilaterais passam a ser questionadas e chegamos a conclusões distintas daquelas que tínhamos. A revisão leva algum tempo para acontecer porque a dialética pode ter longos ciclos e tudo o que era verdade e consenso pode mudar. É uma dissonância cognitiva (Harmon Jones, 2019). [1] Isso ocorre por mudanças cognitivas, emocionais ou reflexões que levem a novas perspectivas. Uma das regras da História é a imparcialidade, o distanciamento do objeto e, de certa forma, não analisar algo precipitadamente, no calor dos acontecimentos. Às vezes, o distanciamento histórico de acontecimentos permite interpretaç...