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Mercadorias, Easter e 8M: Ressignificando o Fetichizado

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Estou lendo um livro de Neil Gaiman chamado "Deuses Americanos". x [spoiler início] O livro trata de Deuses de várias procedências que se encontram no Novo Mundo, os EUA, um encontro do autor de Sandman com direito a um pano de fundo de uma "road trip" naquele país. Esses Deuses, esquecidos pela grande maioria, travarão uma luta final com os novos Deuses: a TV, a internet, o computador, o smartphone e tudo das Tecnologias, aquelas que dominam o Homem e querem eliminar os velhos deuses [fim spoiler... rs]. Neste momento, no meio do livro encontro uma Deusa pagã, Easter, uma deusa relacionada ao prazer, à fertilidade, ao sexo e da qual vários de seus rituais geraram o que hoje chamamos de Páscoa. Claro, a data foi subvertida, ficou assexual, com caçada ao ovo, etc e muito, muito comercial. Nem a aculturação cristã-judaica é mais lembrada do que ter uma festa familiar em um restaurante ("afinal nesse dia mulher não vai para a cozinha e toda a família t...

Henry Ford é um Cara. É possível matá-lo?

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Tem uns caras que são ponto fora da curva, são verdadeiros crânios: Marx nas ciências humanas; Freud na psicologia; Einstein na Física; Lula na política. São polêmicos, contraditórios, apaixonantes mas o fato é que esses são Caras. São os Corinthians, Barcelonas, Alemanha 7x1, os dream teams do mundo do conhecimento e das práxis. Falem mal, mas falem deles...  A mesma coisa ocorre no mundo da produção, da economia, das engenharias, da sociologia do trabalho e, por que não, do fenótipo e da fisiologia da civilização. O Cara que destaco é Henry Ford (1863-1947).  O fundador da Ford Motors, há mais de 100 anos atrás (114) não foi o inventor do automóvel. Não fez o carro mais possante, mais bonito. Eu nem gosto da fábrica brazuca, acho os carros dessa montadora ruins, pouco econômicos e já foi até ultrapassado pelas concorrentes japonesas. No mundo também ficou para atrás, fez bem em se aliar à Google, mas isso é uma outra história... Ford é uma espécie de intelectual orgân...

Indústria é fake do Sistema Financeiro: rumo a um Neometalismo?

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  F onte: Tribuna da Internet                                       O Brasil é engraçado. Apesar de Gigante, sempre é uma potencial potência que na hora sempre dorme no ponto... rs Tivemos uma industrialização tardia na Ditadura Vargas nos anos 1930, praticamente à revelia dos barões de café (o povo de 32) e do povo do leite de MG. A Revolução Industrial veio com GV, na base dos solavancos e muitas tentativas de Golpe de Estado em um período curto de democracia. A Ditadura Militar dos anos 1960 foi muito ruim do ponto de vista dos Direitos Humanos e Sociais, porém preservou a intenção, o vetor de inovação do século XX. A desindustrialização do Brasil é algo que ocorre lentamente há décadas. Houve a redemocratização nos anos 1980 e tardiamente uma reestruturação produtiva nos anos 1990. Ela dava indícios de que isso ocorreria no Brasil de forma a desestruturar o sistema produtivo...

High Cliff!!!

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Certamente há muitos ídolos que temos na vida. Alguns permanecem na retina, como o pai, um craque de esportes, políticos ou músicos, pessoas que fizeram a diferença para você ou até para a Humanidade. Em outras, o realismo faz com que percamos a imagem de alguém querido, estimado, que passa a ser comum. Em muitos casos a desilusão dilapida a imagem do "super-herói" e este desaparece sem deixar vestígio. Este não foi o caso de Cliff Burton. Um sujeito feio, cabeludo, desconhecido, baixista (o que seria isso? Muitos perguntariam... rs) de uma banda obscura, barulhenta e que era cultuada por uma parcela dos fãs de heavy metal, no caso algo que se chamou power metal mas que foi eternizado pela denominação thrash metal. Um tal de Metallica, que comecei a gostar em 1985 e que se tornou uma das minhas prediletas desde então. Um dia da semana, após uma manhã na escola técnica, fui "bater ponto" numa conhecida loja de Heavy Metal no centro de Sampa, na Rua Dr. Falcão,...

SE A PALAVRA É DE PRATA, O SILÊNCIO É DE OURO!

Tem dias que a gente se arrepende de ser espontâneo. Tudo que você fala pode ser e será mal compreendido. Na fase adulta tudo que você fala pode ser mal interpretado. Por exemplo, você tenta puxar a conversa com uma pessoa nova em uma roda, que não conhece e pergunta: você é da Freguesia do Ó? Nossa, que legal, gosto muito do Frangó (um restaurante fantástico de Sampa), tem pratos fantásticos, etc... Aí outra pessoa da mesa fala: "Ah, eu conheço o dono do Frangó, ele é muito legal"... E da í vem outra para arrematar: "eu não conheço o Frangó, conheço o Frangot, que é de Paris e tem pratos muito melhores, mais elaborados e, claro, muito mais caros do que esse"... Bom, como preferi conhecer primeiro o Brasil ao invés de sair dele, mesmo quando estava melhor financeiramente e com o dólar a R$2,00 (ferrou!), não conheço nem o Paraguai... rs Nada, sou uma nulidade em nível internacional. E muitos sempre ostentam que foram para Istambul, China, Cairo e, claro, Europa, ...

Os Dez Mandamentos - A Universal, a disputa de hegemonia e novamente, um Novo Kane: Constantine neles... rs!

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Eu já fui noveleiro. Criança, desde sempre, assisti passivamente muitas novelas. A primeira que me marcou foi " O Casarão ". Lembrar daquela novela com várias fases de uma família, de um artista visual apaixonado por uma filha do fazendeiro e que faz uma escultura dela nua e era muito marcante. Na verdade, o que mais me marcou foi um velhinho, marido da moça, mexendo uma mistura de esterco numa banheira durante dias, anos, até morrer (crianças! rs). E o amor impossível, típico do romantismo dos séculos XIX e XX, é algo que sempre me estimulou... rs Buenas, voltando ao presente, diria que fiquei mais de 10 anos sem esse vício. Fiquei longe dos capítulos, daquelas discussões inócuas, da mesmice daqueles capítulos que tem como único objetivo o lucro, além da pessoa perder centenas de horas em algo, banal, manipulativo, que pouco ou nada acrescenta. Como ando anti-Globo (faz tempo), vi que a Record, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus, estava oferecendo uma nov...

Os taxistas, o Metallica e os ludditas: adianta essa briga com o Uber?

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Sou filho de taxista. Boa parte de meus estudos, do conhecimento, do patrimônio material e imaterial que tenho ou conquistei veio em grande parte do trabalho do meu velho em Fuscas, Gols, Classic, das compras de alvará, ponto, dele me ensinando caminhos, rotas, xingando barbeiros... Enfim, vejo com muito bons olhos os trabalhadores dessa insalubre profissão, apesar de serem (ex)malufistas (meu pai, ainda bem, não era... rs). Uma corporação de ofício que viveu intensamente o século XX, do automóvel e agora vive novos desafios. Há alguns meses, acompanho a controvérsia sobre os aplicativos que estão possibilitando a emergência de novos serviços de transporte para a população. No caso, o aplicativo (APP) em questão atualmente é o Uber. Qualquer um aciona pelo celular o APP e aparece um carro particular, preto, com novos acessórios, água, jornal, etc e pelo que dizem (eu não tomei... rs) é um pouco mais barato do que o serviço convencional de táxi. Tem um atendimento com motoristas com ...