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Uma análise marxista introdutória ao Espiritismo dominante no Brasil

Uma abordagem inicial  Há algum tempo atrás fiz uma apresentação em um dos melhores grupos espíritas progressistas na rede social brasileira, o Coletivo de Estudos Espiritismo e a Justiça Social (CEJUS).  A apresentação, feita em conjunto com o companheiro Carlos Orpham, aborda o capítulo 9 do livro “Os Espiritualistas Perante a Paz e o Marxismo”, de Eusínio Lavigne, está aqui neste link:  https://www.youtube.com/watch?v=crw3NkkMquM  Saindo de uma abordagem essencialmente religiosa do Espiritismo, uma orientação normativa roustainguista, temos na bibliografia de Kardec, orientações para se basear nas ciências para o aprofundamento daquilo que o autor elaborou e que sugerem modificações, até porque tecnologia e ciência são dinâmicas. Isso significa acompanhar ciências naturais, físicas (Einstein), biológicas (Darwin), psicológicas (Freud, Jung) e humanas (Marx, Gramsci, Escola de Frankfurt, Chomsky, entre outros) e correlacionar conceitos e informações ao Espiritismo ...

INTERVENÇÃO= TAPETÃO? A POLÍTICA TRATADA COMO FUTEBOL

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O Mundo está maluco ou eu pirei? (Talvez as duas coisas... rs!) Eu cheguei à conclusão nos últimos tempos que conversar com fascistas e nazistas, viúvas das ditaduras, terraplanistas, neopentecostais e bozominions em geral é inútil. A lavagem cerebral feita a muitas pessoas nos últimos anos foi forte e é impraticável o processo de convencimento mútuo. Depois de muitos anos me perguntando como alemães, japoneses e italianos caíram nessa viagem, entendi isso vivendo isso na carne. O Brasil viveu esse delírio por 4 anos e é muito doloroso para a convivência e em suas consequências para a vida. As redes sociais acentuaram as nuvens. Elas são distintas para a comunicação entre pessoas, parece uma Torre de Babel no século XXI... Habermas encontra o Papa e um bárbaro que não é Átila, em uma comunicabilidade insana, sem diálogo plausível... rs Mas há algum tempo notei que há um discurso semelhante, que fazemos há gerações, sem grandes problemas: FUTEBOL. Papo que rola entre a grande maio...

Pizza, Agridoce e Hamburger. E a Mandioca, Antonio?

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A situação em que vivemos lembra muito o que observei através de Antonio Gramsci. Estamos vivendo uma crise de hegemonia em nível mundial. Durante 100 anos, vivemos aquilo que o líder do PCI e intelectual das Cartas do Cárcere interpretou a partir do corifeu da teoria da práxis e que considerou a partir do Americanismo e Fordismo: a hegemonia dos EUA. A hegemonia ianque não se deu somente pelo fordismo, que foi muito potente em si (ver mais aqui ). A linha de produção influenciou Lenin, Stalin, Hitler, Mao Tse Tung e até Lula, que se assumiu como mais fordista do que comunista, o que é fato. Ela construiu para si uma indústria cultural, ou seja, uma elevação cognitiva e moral a partir de um intelectual orgânico coletivo capitalista, uma Hollywood, com Disney, Marvel, DC Comics Amazon e Silicon Valley agregada e que supera o domínio econômico da China. A Escola de Frankfurt fala com mais detalhes e afinco sobre isso. Pelas características do império do Centro, que se fechou para metade ...

FAB LAB pode ser bom para a Tecnociência Solidária se for punk

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Estamos fazendo uma discussão sobre programa de governo para uma determinada cidade. Cidade do coração, Campinas, onde vivi muitos anos e luto para melhorar as coisas. Lá há a proposta de uma política pública já realizada na cidade de São Paulo, na gestão do companheiro Fernando Haddad: o Fab Lab.  Não conheci pessoalmente quando voltei a morar em Sampa, em 2015, mas a vi de fora, desinteressadamente. Achei do outro mundo, algo extra-sideral, com impressoras 3D, oficinas, mão na massa e libertador. Como estava trabalhando com outras coisas e era um ilustre desconhecido na Pauliceia Desvairada deixei quieto. Caminhamos caminhando. Luta para lá e para cá, em 2019, estive em contato novamente com o Fab Labs, agora na Vila Itororó, no bairro do Bexiga, colado ao metrô São Joaquim, conjunto arquitetônico tombado pelo patrimônio histórico e onde há um poderoso centro cultural, com visitas orientadas, cursos de dança, oficinas, culinária e tantas outras coisas. O texto de Cassino  (c...

Algumas considerações sobre o Fordismo e o PT

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Há uns dias estava nas redes sociais e um amigo que também é ciclista propôs de colocar considerações sobre o ciclismo, das mudanças futuras na mobilidade urbana nos programas de governo do PT, convidando pessoas para que pedalassem como ocorre nas políticas públicas na Europa. Brinquei com ele, relatando que até existem alguns simpatizantes e a maioria é progressista, porém a maioria dos petistas é carrocrata... Ou seja, é admiradora do automóvel, artefato tecnológico também criado no século XIX e quer ter um. Caiu na conversa fiada do Henry. Na minha opinião isso ocorre porque a maioria anda, usa transporte coletivo, porém cria um juízo de valor sobre o que é mais importante. Ou seja, considera que os veículos motorizados são mais importantes, mais relevantes do que outras mobilidades. E quanto mais particular, mais caro, seria melhor. Ou seja, em escala decrescente vem o carro particular, os taxis e ubers da vida, a motocicleta, o metrô, o ônibus, o caminhão e os furgões. Daí vir...

Considerações sobre Kardec em relação à Ciência e a Religião

Escrevi esse texto para um curso sobre Espiritismo e decidi publicá-lo no Blog. Assunto polêmico, porém acredito que faça sentido numa ligação entre Ciência e Religião, algo tão polêmico em um contexto apocalíptico de Pandemia de Coronavírus... EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO CAPITULO 1: NÃO VIM DESTRUIR A LEI ( Mensagem de FENELON/ 1861) “Eu não vim destruir a Lei” “1. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas; não os vim destruir, mas cumpri-los: porquanto em verdade vos digo que o céu e a Terra não pas-sarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto.” (Mateus, 5:17 e 18.) Jesus Cristo, como bem destaca Kardec, não veio para mudar leis. Conforme comentado em aula, os contextos e épocas vividas pelos judeus no Egito e sob o jugo romano na “Terra Prometida” são distintos. Vivendo na escravidão, sob influência cultural egípcia, os judeus viviam na fome, miséria e ignorância. A r...

Lemann e as inovações na política: quebrará a onda?

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Toda relação técnica de produção reproduz novas relações sociais de produção, dizia Marx. A reestruturação produtiva, a intensificação das tecnologias de informação (TI), o toyotismo, os novos materiais e a nanotecnologia mudaram o mundo. Meio ambiente, religião, moda, relações pessoais, familiares, etc, tudo mudou! E por que isso não ocorreria na política? O famoso ciclo de Kondratief -Schumpeter, uma espécie de curva senoidal que trata do processo de inovação, concentração e distribuição de capital por décadas afora, é um instrumento que descreve o comportamento econômico após entradas de inovações desde o século XIX. Agora, os bilionários do planeta decidiram inovar: não querem distribuir renda para poder ganhar mais $. Querem manter o que acumularam e deixar mais de 3 bilhões de pessoas na fome e na miséria no planeta.  Fizeram um movimento internacional de extrema direita que busca a eliminação de direitos e a concentração de capital, com mais dinheiro nos cass...