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Os taxistas, o Metallica e os ludditas: adianta essa briga com o Uber?

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Sou filho de taxista. Boa parte de meus estudos, do conhecimento, do patrimônio material e imaterial que tenho ou conquistei veio em grande parte do trabalho do meu velho em Fuscas, Gols, Classic, das compras de alvará, ponto, dele me ensinando caminhos, rotas, xingando barbeiros... Enfim, vejo com muito bons olhos os trabalhadores dessa insalubre profissão, apesar de serem (ex)malufistas (meu pai, ainda bem, não era... rs). Uma corporação de ofício que viveu intensamente o século XX, do automóvel e agora vive novos desafios. Há alguns meses, acompanho a controvérsia sobre os aplicativos que estão possibilitando a emergência de novos serviços de transporte para a população. No caso, o aplicativo (APP) em questão atualmente é o Uber. Qualquer um aciona pelo celular o APP e aparece um carro particular, preto, com novos acessórios, água, jornal, etc e pelo que dizem (eu não tomei... rs) é um pouco mais barato do que o serviço convencional de táxi. Tem um atendimento com motoristas com ...

196X Reloaded? Cenários possíveis em 2016 - 2018

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Estava lendo uma matéria hoje nas redes sociais sobre a proibição de discussões políticas pelo Centro Acadêmico dos Estudantes de Direito da UFMG ( ver aqui ). Essa é a segunda ocorrência de uma proibição proveniente de juízes de Direito(a) no Brasil. Lendo uma outra entrevista no Cafezinho  do ex-governador e político conservador, Cláudio Lembo (ex-Arena, PFL, DEM e atual PSD), o profissional de Direito lembrou que nos primeiros anos da Ditadura Militar ainda havia livre manifestação das ideias e somente após o AI5 houve o endurecimento do regime. Em 2016, sem impeachment formal de Dilma, já vemos os obscurantistas tomando o exercício ditatorial e tirânico do poder, prometendo retrocessos inimagináveis para uma sociedade complexa como é a brasileira. Estaríamos novamente às portas de uma ditadura, agora civil, orientada pelo Mercado? O Brasil não é uma República das Bananas, tem mais de 200 milhões de habitantes, está entre as dez maiores economias do mundo, possui ...

Vira-latas não gostam da ética protestante

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Josias de Souza e todos os jornalistas do PIG, além dos líderes de direita nesse país demonstram como são distintos de seus pares nos países desenvolvidos. A elite subserviente da América Latina, ou seja, vira-lata (adoro os cachorros dessa "raça", tenho duas, viu? Infelizmente ainda se xinga eles, rs) não gosta da ética protestante. Ela é patrimonialista. E isso fica claro no caso do Lula. Como falou nos discursos de sexta feira, após ser preso para ser humilhado e criar condições para um golpe de Estado, ele é um ex-retirante nordestino, com primário completo, curso de torneiro mecânico no Senai (algo incomum nos anos 1960, diga-se de passagem), tornou-se sindicalista na ditadura militar e foi preso por liderar a maior greve ocorrida neste país desde 1917, suponho. Foi fundador de um partido político, candidato diversas vezes a deputado, governador, presidente e após mais de 20 anos de supostas derrotas, foi eleito presidente da República. Reeleito, ajudou a (re)elege...
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Pesquisa Nossa São Paulo/IBREM: Percepções da população frente à cidade de São Paulo. Ou não? Ambivalências retratadas Ao receber a pesquisa do IBOPE na semana passada, encomendada pela Rede Nossa São Paulo, na qual aparecia uma suposta queda da popularidade do prefeito Fernando Haddad e uma percepção de piora sobre a avaliação da cidade , achei interessante analisar mais os dados. Desde 2013 assistimos a fenômenos que envolvem mudanças econômicas, políticas, sociais e de participação popular no Brasil. Isso já foi discutido em  aqui , ali  e  acolá  . Esta pesquisa não trata disso, porém ela ressalta aspectos desse processo, uma decorrência do acirramento do debate político na sociedade. As pesquisas pertinentes a estas questões neste ano, de outros institutos e da Fundação Perseu Abramo, assim como pesquisas antigas, com Flávio Pierucci, acabam influenciando a minha percepção sobre os dados atuais. Decidi aceitar acriticamente os dados e considerá-...

O que John Constantine pode ensinar ao Brasil?

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O que John Constantine pode ensinar ao Brasil? Já havia escrito em texto encriptado o que acho da conjuntura: " A Nanotecnologia, Voldemort e as Lavanderias: nós somos sujos, mas somos mentirosos? " . Diante de várias conversas com amigos e colegas, decidi destrinchar um pouco mais do que acho sobre a situação atual de tudo... Há alguns anos atrás, eu li um HQ de John Constantine, o Hellblazer, de Alan Moore (ver um blog aqui . Depois virou um filme (2005), porém ele não captou o episódio que acho relevante para este post. No HQ, Constantine lembra em aparência do cantor Sting. É um personagem que combate demônios, tem conhecimentos de ocultismo e é um ser, digamos, escroto. Arrogante, fumante e alcoólatra inveterado, uma verdadeira chaminé que bebe, astuto, inteligente, mas insuportável. Tem sempre uma imagem de mistério, uma neblina a la cinema francês nouvelle vague,  dos anos 1950-60 em torno do personagem. Ele é odiado no inferno. Matou muitos demônios e é...

A Nanotecnologia, Voldemort e as Lavanderias: nós somos sujos, mas somos mentirosos?

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Hoje acordei me lembrando de Bronstein. O intelectual e líder político era muito culto, aparentemente muito educado e sedutor na retórica e na elaboração teórica. Apesar de nunca ter sido do time de suas forças políticas, admiro boa parte de seus analistas. Por isso, decidi escrever à moda desse autor hoje. E vou fazê-lo como se fazia até os anos 1980... rs O modo de produção capitalista é um dos mais poderosos que já houve na Terra. É verdade que não é o mais longevo e não necessariamente aquele que modificou mais o panorama, porém sua força está no acúmulo de experiência dos modos de produção anteriores, em sua sofistificação jurídica e na capacidade de sobreviver a crises sucessivas utilizando-se de uma tradição seletiva que articula a pós-modernidade e a barbárie. A Inglaterra e os EUA foram os grandes países hegemônicos desse modo de produção durante a maior parte desses séculos. Porém, sua flexibilidade interpretativa e sua resiliência conseguem estar em todos os países ...

A redução da velocidade nas ruas: Cronenberg explica!

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REDUÇÃO DA VELOCIDADE NAS MARGINAIS DE SAMPA: SOU A FAVOR! Decidi entrar neste debate por saber que as pessoas estão muito acostumadas a certas situações e saem por aí com sensos comuns e percepções que são repetidas à exaustão: "é a indústria da multa, é o governo se metendo na minha vida, não dá sequer para engatar a quarta marcha...".  E por aí vão os argumentos estapafúrdios feitos inclusive por parcela dos meios de comunicação. Para não ficar numa teoria sem fim sobre a questão da tecnologia e sua relação com o Homem (e, claro, a Mulher), destaco um dos meus diretores de cinema favorito: David Cronenberg. A tecnologia é uma construção social e histórica. Ela não é neutra, incorpora valores sociais, políticos, culturais, só que incorporados internamente. Têm uma transcedência e podem ser incorporados inadvertidamente por outras civilizações e contextos. Num dos vários filmes, " Crash ",  Cronenberg (diretor de "A Mosca", "Gêmeos, Mórb...